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sábado, 14 de abril de 2012

Harpa Cristã completa 90 anos

 Hinário oficial das Assembleias de Deus no Brasil, a Harpa Cristã completa em 2012 noventa anos de existência. A primeira edição foi lançada em 1922, na AD em Recife (PE), com hinos para culto público, Santa Ceia, batismo, casamento, apresentação de crianças funeral, entre outros.


No início, a Assembleia de Deus utilizava o hinário Salmos e Hinos, que também era usado por outras igrejas evangélicas históricas. Em 1921, os pioneiros decidiram criar um hinário destacando também as doutrinas pentecostais da denominação. Foi criado, então, o Cantor Pentecostal, sob a orientação editorial de Almeida Sobrinho, com 44 hinos e dez corinhos, impressos pela tipografia Guajarina.
A primeira edição da Harpa Cristã, em 1922, teve uma tiragem inicial de mil exemplares. A segunda edição, em 1923, foi impressa no Rio de Janeiro e tinha 300 hinos. Já em 1932, a Harpa Cristã contava com 400 hinos.


A primeira Harpa Cristã com letra e música começou a ser elaborada em 1937. Com o passar dos anos, foram acrescentados outros hinos até que o hinário oficial chegou a 524. Até o ano de 1981, todos os hinos já haviam sido revisados.


Em 1979, o Conselho Administrativo da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), cumprindo resolução da Assembleia Geral da CGADB, nomeou uma comissão para proceder a revisão geral da música e letra dos hinos da Harpa Cristã. A proposta foi apresentada pelo pastor Adilson Soares da Fonseca. As análises tiveram o apoio técnico e especializado de João Pereira, na correção e adaptação da música; e Gustavo Kessler, na revisão das letras.


Hinos cantados e amados em todo o país


A Harpa Cristã tem sido o instrumento de consolidação nacional da hinologia pentecostal, principalmente por meio do cântico congregacional. Um dos motivos que contribuiu para isso foi o fato de cada crente assembleiano ter que possuir o seu próprio exemplar do hinário e levá-lo para a igreja, diferentemente das igrejas das denominações tradicionais no Brasil, América do Norte e Europa, onde são os templos que possuem exemplares dos seus hinários disponíveis para os fiéis usarem em seus cultos. 


Após 90 anos de existência, muitos dos belos e edificantes hinos da Harpa Cristã, ultrapassam as fronteiras assembleianas, tocando os corações de milhares de crentes de outras denominações evangélicas brasileiras, alcançando o honrado posto de hinário mais conhecido e amado em todo o país.


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Este é o Credo das Igrejas Assembleias de Deus

Cremos...

1. Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).

2. Na inspiração verbal da Bílbia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão (2 Tm 3.14-17).

3. Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7.14; Rm 8.34 e At 1.9).

4. Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode restaurá-lo a Deus (Rm 3.23 e At 3.19).

5. Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus (Jo 3.3-8).

6. No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26 e Hb 7.25; 5.9).

7. No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 6.1-6 e Cl 2.12).

8. Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14 e 1Pd 1.15).

9. No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7).

10. Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade (1 Co 12.1-12).

11. Na Segunda Vinda premilenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira - invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda - visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1Ts 4.16. 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5 e Jd 14).

12. Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5.10).

13. No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15).


14. E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis (Mt 25.46).


AD Solonópole

sábado, 19 de junho de 2010

PRIMEIROS EVANGÉLICOS NO BRASIL III


Historiador AD
Desligamento. A direção da Igreja Batista, ao tomar conhecimento do ocorrido, não aceitou o que estava acontecendo com os membros da mesma. Havia necessidade de uma tomada de posição. Como ponto de partida, houve convocação da igreja para uma reu nião extraordinária, realizada em 13 de junho de 1911.
 Nessa ocasião, o irmão Raimundo Nobre apoderou-se do púlpito e atacou os partidários do Movimento Pentecostal, fazendo a proposição para ficarem de pé os que estivessem de acordo com a doutrina do Espírito Santo. Diante do desafio, a maioria se pôs de pé. Imediatamente Raimundo Nobre propôs à minoria que excluísse a maioria.[1]
Em seus diários, Gunnar Vingren e Daniel Berg contam que 18 irmãos se levantaram.[2] O historiador Emílio Conde cita que foram afastados 17 membros, acompanhados de seus filhos que eram menores de idade.
De qualquer modo, não havendo transigência, os mesmos foram afastados da Igreja Batista.
No entanto, na checagem de várias fontes, dão-se conta que foram, no mínimo, 20 irmãos os membros que resolveram seguir o caminho do Pentecostes, logo no início da igreja. Possivelmente, alguns dos constantes da relação abaixo não estivessem presentes àquela reunião e, somente após esse incidente, tenham se agregado ao grupo.
Os irmãos afastados foram: Alberta Mendes Garcia (esposa de Adriano P. Nobre); Antônio Mendes Garcia; Joaquim da Silva e Benvinda Saraiva da Silva (esposa); Henrique Albuquerque e Celina Albuquerque (esposa); Emilia Dias Rodrigues; Manoel Maria Rodrigues e Jezusa Dias Rodrigues (esposa); Joana Dias Dominguez; João Dias Dominguez e Raimunda Dominguez (esposa); José Batista de Car valho e Maria José Pinto de Carvalho (esposa); Josina Galvão Batista; Manoel Dias Rodrigues; Maria Joana Soares; Maria de Nazaré Cordeiro de Araújo; José Plácido da Costa e Maria Piedade da Costa (esposa).
Os filhos menores que os acompanharam, foram: Anna Victória da Silva e Izabel Leonísia da Silva (filhas de Benvinda); João Dominguez Filho (filho João Dias Dominguez); Prazeres da Costa (filha de Maria Piedade da Costa); Tereza Silva de Jesus (filha de Joaquim da Silva).[3]
Todos estes irmãos acompanharam Daniel Berg e Gunnar Vingren, para darem início à Assembleia de Deus, que primeiramente passou a se reunir na Rua Siqueira Mendes, 67, na casa do casal Celina e Henrique Albuquerque, no centro da cidade de Belém. Na verdade, segundo Emílio Conde, esse grupo é que convidou os missionários a comparecerem nesse endereço e legitimou sua liderança pastoral à frente da novel igreja.[4]
 Primeiro homem batizado no Espírito Santo. O primeiro homem a receber o batismo com o Espírito Santo, segundo consta nos registros históricos da igreja, foi o irmão Manoel Francisco Dubu. Ele era paraibano, mas morou cerca de 17 anos no Pará, onde aceitou a Cristo numa Igreja Presbiteriana, nos idos de 1907. Quando a Igreja em Belém ainda estava no nascedouro, abraçou a fé pentecostal, recebendo a gloriosa promessa. Ele conviveu durante muitos anos com os pioneiros, deles aprendendo preciosas lições.
Depois de haver sido batizado nas águas, ele retornou à sua terra natal, em 17 de dezembro de 1914, sendo o primeiro crente e o primeiro evangelista na Paraíba, onde levou muitas pessoas ao conhecimento de Jesus. Manoel Francisco Dubu foi separado para o presbitério por Cícero Canuto de Lima (1935), tendo servido por muitos anos como presbítero na Assembleia de Deus em Campina Grande.


[1] História das Assembleias de Deus no Brasil, pg. 32.
[2] Diário do Pioneiro, pg. 41; Enviado por Deus, pg. 57.
[3] Informações fornecidas pelo pesquisador Samuel Nelson
[4] História das Assembleias de Deus no Brasil, pg. 32.
[5] Mensageiro da Paz, Ano 37, No. 20, Out/1967, pg. 1.

PRIMEIROS EVANGÉLICOS NO BRASIL II


Historiador AD
Rua Azuza. Porém, é opinião geral dos historiadores que a face mais importante do Movimento Pentecostal deu-se na Rua Azuza, em Los Angeles, Califórnia, em 1906, com o pastor William J. Seymour, que foi o instrumento usado por Deus para pregar ardorosamente sobre a promessa do batismo no Espírito Santo. Seu acentuado zelo pela pureza da obra do Senhor levou muitas pessoas a se interessarem em buscar a preciosa bênção dos céus, mesmo aquelas filiadas a outras igrejas.
 William J. Seymour, um santo pregador negro, filho de escravos, caminhou sob a influência do Movimento de Fé Apostólica(como o Movimento Pentecostal foi primeiramente conhecido) em Houston, Texas. Charles Parhan tinha aberto outra escola naquela cidade, nos idos de 1905. Foi lá que Seymour recebeu instruções sobre a doutrina pentecostal.[1]
Embora fosse admoestado pelos irmãos em Houston a não partir para Los Angeles, não até que houvesse recebido o batismo pentecostal, Seymour mesmo assim se sentiu impelido a aceitar o convite que lhe fora feito. O resultado de sua ida àquela cidade é bem conhecido, pois em Los Angeles, Califórnia, em 9 de abril de 1906, quando a primeira pessoa na cidade recebeu o batismo no Espírito Santo, de acordo com o modelo bíblico, houve uma reação em cadeia que espalhou a mensagem pentecostal por todas as principais cidades Norte-americanas, principalmente para a cidade de Chicago, onde quase todas as igrejas evangélicas receberam a promessa gloriosa.
Esse movimento se alastrou por várias partes do mundo e caracterizou-se por acentuar o espírito missionário entre os crentes e, conseqüentemente, o interesse em disseminar a sã doutrina entre outros povos, até aos confins da terra, inclusive o Brasil.
 DOIS HOMENS E UMA CHAMADA
 Deus escolheu os missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren para executarem a proclamação do seu plano de salvação em terras brasileiras.
Durante o citado avivamento nas igrejas americanas, Gunnar Vingren ansiosamente buscou o batismo no Espírito Santo. Depois de cinco dias de oração, recebeu também o cumprimento da promessa.[2] Daniel Berg já havia sido instruído sobre essa gloriosa experiência, quando de sua ida à Suécia em visita aos seus familiares. Ao retornar para os Estados Unidos, ainda na viagem, recebeu o batismo no Espírito Santo. Uma vez que ambos haviam recebido a bênção, sua experiência de fé os fez colocarem suas vidas no altar, quando Deus os escolheu para esta grande missão: trazer a mensagem pentecostal para o Pará.
 A chamada. Isto ocorreu durante o verão de 1910, num sábado à tarde, quando Gunnar Vingren e Daniel Berg visitavam o irmão Olaf Adolfo Ulldin. O Senhor usou tão poderosamente este servo de Deus, que lhes transmitiu uma revelação do Senhor para partirem como missionários ao Brasil, mais precisamente ao Pará. O lugar indicado por Deus era-lhe totalmente desconhecido. Localizando no mapa o distante Norte do Brasil, cheios de ânimo e determinação, começaram a preparar-se para sua nova missão.
O pastor Gideon Ulldin, filho de Adolfo Ulldin, quando da sua visita ao Brasil por ocasião do Jubileu de Ouro das Assembleias de Deus (1961), descreveu como se deu a revelação de Deus que trouxe os pioneiros à nossa terra:

Foi na casa de meus pais, na cidade de South Bend, estado de Indiana (EUA), no ano de 1910, que os irmãos Gunnar Vingren e Daniel Berg receberam a sua chamada para o Brasil. Esses irmãos durante várias semanas hospedaram-se em nossa casa, e oravam constantemente ao Senhor para Ele os guiar quanto ao lugar onde deveriam dedicar suas vidas.
Certo dia, meu pai, Olaf Ulldin, que era um simples pintor de casas, contudo um homem de oração, fazia um trabalho na cozinha de nossa casa, quando repentinamente veio sobre ele o Espírito do Senhor. Ele ajoelhou-se e logo a família fez o mesmo, como também os hóspedes Gunnar Vingren e Daniel Berg.
Eu, um menino de onze anos nesse tempo, ouvi meu pai falar em profecia a esses jovens pastores: “Ireis ao Pará. O seguinte é um hino que ouvireis quando ali chegardes”. Meu pai então cantou em língua estranha (realmente em Português, língua que não conhecia sendo nascido na Suécia) um hino que mais tarde os missionários puderam identificar. Tudo isso foi debaixo da unção e da inspiração do Espírito Santo.[3]
 Junte-se à revelação divina, a confirmação dos seguintes detalhes: o mapa do Pará, tipo de alimento dos paraenses, sua língua, a data da viagem. Tudo confirmado! Ao obedecerem à comissão que lhes fora confiada, credenciaram-se às bênçãos dos céus e ao galardão pelas almas ganhas no Brasil. Assim, eles trouxeram a mensagem pentecostal para o País, chegando a Belémno dia 19 de novembro de 1910.
Ao desembarcarem, logo descobriram que tudo lhes era estranho, de modo que encontraram muitas dificuldades, principalmente a barreira do idioma. Tais dificuldades foram aumentadas com a falta de recursos financeiros, pois além de serem pobres, não eram mantidos por nenhuma organização missionária, enviados que foram unicamente por Deus, que se incumbiu de providenciar-lhes o necessário.
De fato, o Senhor dirigiu a vida de seus servos. De início, conseguiram alojamento, por alguns dias, no porão de um templo da Igreja Batista, na Rua João Balbi, 406.
As igrejas protestantes de então tomaram conhecimento da chegada dos missionários, e estes, por sua vez, passa ram a receber convites para visitá-las. Nessas ocasiões, os missionários apenas cantavam hinos de louvor a Deus em seu próprio idio ma, pois pouco conheciam da Língua Portuguesa.
Quando começaram a entender o nosso idioma, iniciaram, de fato, o trabalho para o qual o Senhor os tinha enviado. Testificavam de Jesus, enfatizando a salvação, o batismo com o Espírito Santo, a cura divina e o uso dos dons espirituais.
A princípio, poucos membros da Igreja Batista se interessaram por essa doutrina, pois acreditavam ser a mesma ultrapassada. Mas, à medida que Daniel Berg e Gunnar Vingren procuravam ensinar-lhes, comprovando a sua atualidade através da Bíblia Sagrada, o grupo de interessados crescia, e isso fez com que surgissem facções dentro daquela igreja.
Havendo divergência, somente alguns aceitaram a doutrina. Todavia, a atitude dos irmãos que rejeitavam não foi obstáculo para que os pioneiros recuassem ou ficassem temerosos. Pelo contrário, tornaram-se mais ousados, pois criam que o Senhor era com eles.
O tempo passava. Seis meses depois da chegada dos missionários, o irmão Gunnar Vingren foi convidado para dirigir um culto de oração e, ao fazer uso da Palavra, falou da necessidade de o crente ser revestido do poder do alto. A maioria dos presentes alegrou-se com a doutrina.
Primeiro batismo no Espírito Santo. Outras reuniões de oração foram realizadas nas casas de al guns membros daquela igreja, os quais clamavam insistentemente a Deus, pois já reconheciam que a doutrina do batismo com o Espí rito Santo poderia se tornar uma realidade em suas vidas.
Sendo assim, ao alvorecer do dia 8 de junho de 1911, a irmã Celina Albuquerque, orando em sua casa, juntamente com outros irmãos, teve o privilégio de ser a primeira evangélica brasileira a receber o cumprimento da promessa, falando em línguas, tal como os primitivos cristãos no dia de Pentecostes.
No dia seguinte, a irmã Maria de Nazaré de Araújo foi também batizada com o Espírito Santo.


[1] SLICK, Matthew J. Breve Histórico do Pentecostalismo.
 [2] VINGREN, Ivar. Diário do Pioneiro, pg. 25.
[3] Mensageiro da Paz, Ano 31, Ago/1961, pg. 4.

PRIMEIROS EVANGÉLICOS NO BRASIL I

Historiador AD
Coube ao Brasil a honra de ter tido a realização do primeiro culto evangélico do Atlântico Sul, o que ocorreu em 10 de março de 1557, pelos primeiros cristãos evangélicos que aportaram no Novo Mundo. Nesta data, chegou ao Brasil a segunda expedição de colonos franceses, a fim de estabelecerem a França Antártica em terras brasileiras. O culto foi dirigido pelo pastor calvinista francês (huguenote) Pierre Richier, na Ilha de Villegaignon, na Baía de Guanabara (RJ), lugar onde está localizada a Escola Naval da Marinha do Brasil, o estabelecimento de ensino militar mais antigo do País.
         O vice-almirante francês Nicolau Durand de Villegaignon, comandante da primeira expedição, escrevera a João Calvino, líder da Igreja Reformada em Genebra, solicitando membros daquela igreja para estabelecerem aqui uma obra cristã nos moldes daquela, para se encarregarem da evangelização dos naturais da colônia e da catequese em geral. Calvino enviou 14 huguenotes, entre os quais dois pastores – Du Pont de Corguilleray, líder do grupo; e Pierre Richier, pastor e doutor em teologia – e um estudante de teologia, que serviu como cronista.
No culto citado, eles cantaram o Salmo 5 (de melodia desconhecida hoje); em seguida, Richier fez a leitura bíblica (Salmo 27.3,4), tendo proferindo um inspirado sermão. Todas as noites havia reuniões, onde oravam e pregavam a Palavra de Deus. Aos domingos, havia duas reuniões. A primeira Santa Ceia em terras brasileiras foi celebrada num domingo, em 21 de março de 1557.[1]
 PRIMEIRAS IGREJAS
 Foi somente nos idos de 1810 que os cultos evangélicos passaram a ter caráter definitivo no Brasil, com a fundação da Igreja Anglicana no Rio de Janeiro.
A partir daí, outras denominações evangélicas foram organizadas, a saber:
▪ Igreja Metodista (1835);
▪ Igreja Luterana (1845);
▪ Igreja Congregacional (1855);
▪ Igreja Presbiteriana (1862);
▪ Igreja Batista (1882);
▪ Igreja Episcopal (1890);
▪ Igreja Adventista (1895);
▪ Congregação Cristã (1910);
▪ Assembleia de Deus (1911).
 Doravante, outras denominações evangélicas foram organizadas no Brasil, mas nos deteremos apenas na fundação da Assembleia de Deus, pois com ela iniciou a obra pentecostal de maior vulto no Brasil, e que é considerada um dos maiores fenômenos da fé pentecostal no mundo. Essa obra, contudo, é fruto do avivamento pentecostal que eclodiu no início do Século XX.
 O AVIVAMENTO PENTECOSTAL NO SÉCULO XX
 O avivamento pentecostal do século XX começou na sede do Bethel Bible School, na cidade de Topeka, estado do Kansas (EUA), quando Deus batizou com o Espírito Santo os primeiros crentes no Século XX.[2]
Embora houvesse notáveis movimentos do Espírito Santo, nos quais falar em línguas, profecia e curas foram experimentados, nenhum desses reavivamentos desembocou para um “Movimento Pentecostal”, tal como resultou do derramamento do Espírito que tomou lugar na virada do século no Bethel Bible College, de Charles F. Parham. Quando os estudantes entenderam, a partir de seus estudos nas Escrituras, que a evidência bíblica do batismo no Espírito Santo é o falar em língua, e então buscaram essa experiência, o tempo tinha chegado para a inauguração do Movimento que viria a envolver todo o mundo.
Primeiro batismo. Em 1º de Janeiro de 1901, uma jovem estudante do Bethel, de nome Agnes N. Ozman, pediu que lhe fosse feita imposição de mãos pelos pastores e líderes, pois cria que iria receber o batismo no Espírito Santo, de acordo com o modelo indicado no livro de Atos dos Apóstolos. Estes responderam ao seu pedido e impuseram as mãos sobre ela; então, Deus honrou a fé daquela jovem e batizou-a com o Espírito Santo, de modo que ela falou em línguas estranhas e glorificou o nome do Senhor.
Esta, porém, não foi a primeira vez, desde os dias apostólicos, que o Espírito fora derramado, acompanhado por manifestações espirituais incluindo profecias e falar em línguas. Nos Estados Unidos, há notícia do mover do Espírito Santo nos idos de 1854 na Nova Inglaterra, sobre aqueles que eram conhecidos como The Gift People.[3]
 www.adbelem.org.br
[1]Mensageiro da Paz, Ano 37, No. 21, Nov/1967, pg. 8.
[2] Mensageiro da Paz, jun/1961, pg. 3.
[3] FRODSHAM, Stanley H. With Signs Following (Springfield, Gospel Publishing House, 1941), 253–262.